26 de abril de 2018

Senado votará “Estatuto da Diversidade Sexual,” que estabelece censura e prisão por “discriminação”


Senado votará “Estatuto da Diversidade Sexual,” que estabelece censura e prisão por “discriminação”

Julio Severo
Tramita no Senado o PLS 134/2018, inspirado pela Comissão Especial de Diversidade de Gênero e Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Com mais de 100 mil assinaturas entregues em novembro de 2017, o projeto de lei foi aprovado pela relatora, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP).
Esse projeto cria o “Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero,” para defender as chamadas “minorias sexuais e de gênero” e “combater e criminalizar a discriminação e a intolerância por orientação sexual ou identidade de gênero.” Debaixo da capa cheia de confete colorido, é ditadura gay.
Poderá ser condenado a até 5 anos de prisão quem, de acordo com o projeto, “proferir discursos de ódio, afirmando a inferioridade, incitando à discriminação ou ofendendo coletividades de pessoas em razão de sua orientação sexual ou identidade de gênero”.
Obviamente, isso atinge em cheio pessoas que se opõem às práticas homossexuais, pois o termo “discurso de ódio” é um velho jargão usado por esquerdistas contra toda opinião contrária ao homossexualismo.
O projeto, que tem mais de 40 páginas, modifica uma série de leis em vigor no país e exige, entre outras coisas, que os estados promovam “ações e políticas destinadas a dar visibilidade às demandas de lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais, visando a superação de preconceitos, estereótipos e discriminações existentes na sociedade contra as minorias sexuais e de gênero”.
O projeto defende também censura nos programas de rádio e TV e na internet. No seu artigo 90, o projeto descaradamente diz que “Os meios de comunicação não podem fazer qualquer referência de caráter preconceituoso ou discriminatório em face da orientação sexual ou identidade de gênero, sob pena de dano moral coletivo”. Na prática, será impossível as pessoas citarem versículos bíblicos contra o pecado homossexual.
Ainda é possível votar sobre esse projeto no portal e-cidadania do Senado. Basta clicar AQUI.
Com informações de Senado e do GospelPrime.
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25 de abril de 2018

Cristãos sírios para o Ocidente: Fiquem fora de nosso país


Cristãos sírios para o Ocidente: Fiquem fora de nosso país

Jonathon van Maren
O simples fato é que as modernas guerras do Ocidente no Oriente Médio parecem terminar particularmente mal para os cristãos do Oriente Médio. O ISIS exterminou antigas comunidades cristãs, e os cristãos iraquianos sofreram muito mais na década passada [depois da intervenção militar de Bush] do que eles já sofreram sob o brutal Saddam Hussein.
E é importante notar que os cristãos no Oriente Médio parecem estar unidos contra o envolvimento do Ocidente na Síria. O patriarca grego ortodoxo de Antioquia João X, o patriarca ortodoxo sírio de Antioquia Inácio Afrem 2 e José Absi, o patriarca católico grego-melquita de Antioquia, Alexandria e Jerusalém emitiram uma resposta severa aos ataques aéreos dos EUA, Inglaterra e França, chamando-os de “agressão injustificada… brutal” e declarando que a evidência de uso de armas químicas foi insuficiente. Os líderes de todas as três maiores igrejas também pediram que os cristãos do mundo inteiro assumam uma posição contra a guerra no Oriente Médio.
Agora, o Sínodo Evangélico Nacional na Síria e Líbano se uniu aos outros líderes cristãos em sua condenação, ecoando as denúncias de que as acusações que estão sendo apontadas contra o governo sírio “foram inventadas” e “não têm justificativa legal,” e que o envolvimento do Ocidente na Síria está “em contradição com o desejo do povo sírio.” Os líderes presbiterianos então pediram às igrejas no Ocidente que “exerçam pressão máxima em seus governos e diplomacia para não repetirem essas aventuras que minam as chances de estabilidade que nosso país está esperando.” A declaração encerra dizendo: “Ao declarar isso, rogamos ao Deus todo-poderoso que dê aos nossos líderes, governo e exército nacional toda a sabedoria e firmeza em face de forças malignas. Elevamos nossas orações em favor de uma Síria forte que sustenta os valores da paz, da dignidade humana e da coexistência pacífica entre todos os seus membros.”
É muitas vezes as comunidades cristãs no Oriente Médio que sofrem horrivelmente ou são até exterminadas quando o Ocidente decide espalhar a democracia. Elas falam de experiência.
Os cristãos sírios estão falando com uma só voz: Fiquem fora da Síria.
Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês de LifeSiteNews: Syrian Christians to West: Stay out of our country
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24 de abril de 2018

Gogue, Magogue, Rússia, uma novela neocon e um teólogo neocon


Gogue, Magogue, Rússia, uma novela neocon e um teólogo neocon

Julio Severo
A profecia bíblica é, nas mãos de escritores habilidosos, uma arte que pode trazer orientação espiritual ou desastre, quando utilizada de forma errada. Quando o presidente americano George W. Bush decidiu lançar a Guerra do Iraque, famosos pregadores de profecia bíblica disseram que tal guerra era necessária para proteger Israel. Eu me uni a eles, pois a proteção de Israel tem um lugar especial no meu coração.
Entretanto, nenhum desses mestres de profecia teve alguma profecia ou revelação das consequências da Guerra do Iraque: a matança da comunidade cristã iraquiana. Antes da guerra de Bush, a população cristã no Iraque era mais de 2 milhões. Depois da guerra, menos de 400 mil.
O Presidente Donald Trump expressou em 2016 que ele estava contra essa guerra e ele disse que Bush mentiu. Em troca, hoje Bush e toda a sua família são contra Trump.
Então como é que uma guerra, apoiada por pregadores de profecia bíblica, supostamente para proteger Israel pode trazer em suas consequências tanta matança e destruição para cristãos desprotegidos e indefesos no Iraque? Os pregadores de profecia bíblica foram irresponsáveis em suas profecias, mas ninguém lhes fez prestar contas por sua interpretação má da Bíblia.
Na década de 1970, houve uma proliferação de profecias e muitas delas colocavam os EUA numa posição privilegiada, e seus inimigos políticos ficavam com papéis bíblicos negativos. Esse padrão continua.
Numa reportagem do ChristianPost de 22 de abril de 2018 (que está parcialmente disponível no GospelPrime), o autor cristão Joel Rosenberg falou sobre “Gogue e Magogue” dizendo que essa profecia em Ezequiel estava avisando da Rússia. Ele disse que a Rússia formará uma aliança com a Turquia e atacará Israel.
“O futuro líder maligno da Rússia vai formar uma aliança com o Irã, Turquia e alguns países hostis para virem, cercarem e atacarem Israel nos últimos dias,” ele disse, acrescentando que esses acontecimentos podem ainda estar a centenas de anos no futuro. Mas seus seguidores estão levando isso a sério aqui e agora.
A opinião de Rosenberg está em sua novela mais recente “The Kremlin Conspiracy” (A Conspiração do Kremlin), que é uma ficção.
No entanto, se Rosenberg adora tanto profecia bíblica, por que ele não dá atenção a uma profecia bíblica importante de David Wilkerson, que disse que os EUA são a Babilônia?
Independente das interpretações do futuro dos EUA e da Rússia, Trump, que em 2016 queria uma parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico, era um político muito bom, ainda que Rosenberg o visse como “catastrófico.” E Putin é um político muito bom em seu exemplo de luta contra a agenda gay e contra o ISIS.
O contexto inconveniente que não é ficção na profecia fictícia na novela de Rosenberg é que a Turquia tem uma aliança real — com os EUA e a OTAN.
O que não é ficção são as tendências neocons nas opiniões dele. Por exemplo, Rosenberg disse: “Vladimir Putin é mais perigoso para os Estados Unidos e nosso modo de vida do que o islamismo radical.” Essa é a opinião exata dos neocons. Em 2016 George Soros publicou um artigo intitulado “Putin é uma ameaça maior à existência da Europa do que o ISIS.” Enquanto Soros é um judeu-americano esquerdista neocon, Rosenberg é um judeu-americano cristão neocon. Diferentes, mas de mentalidade igual.
“The Kremlin Conspiracy,” conforme o próprio Rosenberg reconheceu em seu livro, teve a assistência fundamental do senador Lindsey Graham. O senador John McCain e Graham são os dois principais neocons anti-Rússia no Congresso dos EUA. Dizer neocon anti-Rússia é uma redundância, pois todos os neocons são contra a Rússia.
Graham, que incessantemente quer guerra com a Rússia, estava contra Trump em 2016 por seus discursos anti-neocons. Graham e McCain receberam financiamento de Soros.
Então a novela de Rosenberg é essencialmente neocon. Foi publicada em 2018 por Tyndale House Publishers, uma editora evangélica proeminente. A ideologia neoconservadora (neocon), com algum adorno teológico, está ficando normal entre evangélicos americanos.
Não só acerca de Putin Rosenberg tem sentimentos “proféticos” negativos. Ele disse em 2016 que Trump seria catástrofe absoluta como presidente. Não diferente dos neocons. Em 2016, na revista Commentary, o historiador neocon Max Boot escreveu, um tanto quanto exagerado, que Trump é “a ameaça número 1 para a segurança dos EUA” — maior do que o Estado Islâmico ou a China.
Então, na visão neocon, tanto Putin quanto Trump em 2016 eram um ameaça maior do que o ISIS!
Em contraste, Franklin Graham, que é o filho do evangelista Billy Graham, disse no ano passado: “Os meios de comunicação e os inimigos do presidente Trump estão tentando causar problemas e divisões entre Rússia e Estados Unidos. Os EUA precisam da Rússia como aliada na luta contra o terrorismo islâmico. Junte-se a mim e oremos pelo presidente Trump e pelo presidente Vladimir Putin.”
Não só os meios de comunicação, rotulados apropriadamente por Trump como Mídia de Notícias Falsas, mas pregadores de profecia bíblica irresponsáveis se uniram aos neocons para causar tais problemas e divisões.
Logo que Trump abandonou seus discursos de 2016 de parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico, os neocons e Joel Rosenberg reverteram curso e pararam de criticá-lo. Agora que Trump tem continuado a política neocon tradicional de parceria com o islamismo contra a Rússia, Lindsey Graham, John McCain e Rosenberg estão satisfeitos.
Ainda que a maioria dos neocons cristãos seja católica, há alguns proeminentes neocons protestantes, inclusive Hillary Clinton. Rosenberg é também um deles.
Enquanto Rosenberg usa seus sentimentos neocons para interpretar a profecia bíblica, escrevendo novelas e ficções que são tratadas como realidade e não ficção, realidade é realidade. Os Estados Unidos, a maior nação protestante do mundo, tratam a Arábia Saudita como amiga, enquanto a ditadura saudita persegue cristãos.
A Turquia, outro aliado dos EUA, tem mantido um pastor americano preso desde outubro de 2016 acusado de ter ajudado grupos terroristas.
É uma afronta imensa a Turquia prender um pastor evangélico da nação que lidera a OTAN, pois a presença da Turquia na OTAN foi um privilégio exclusivamente — e imerecidamente — concedido pelos Estados Unidos. A Turquia é radicalmente islâmica e seus valores são contrários, em religião e história, aos valores cristãos da Europa e Estados Unidos. Não existe nenhuma justificativa para a Turquia ser membro da OTAN e aliada dos EUA.
Entretanto, não é só o ataque da Turquia a um pastor inocente que prova que a Turquia não merece ser aliada de nações cristãs.
No mês passado, Erdogan disse que Israel é “um Estado terrorista” e que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é “um terrorista” por causa de esforços defensivos de Israel contra os terroristas palestinos. A Turquia tem financiado e armado o Hamas contra Israel e, com a Arábia Saudita, tem financiado e armado grupos terroristas islâmicos, inclusive o ISIS, contra o governo sírio. Isso é terrorismo real. Como é que a Turquia islâmica pode hipocritamente acusar Israel de terrorismo?
Um dos maiores genocídios modernos de cristãos foi cometido pela Turquia. Cerca de 100 anos atrás na Turquia, um número estimado de 1,5 milhão de cristãos armênios em 66 cidades e 2.500 vilas foram massacrados; 2.350 igrejas e monastérios foram saqueados e 1.500 escolas e colégios foram destruídos. Apesar disso, para aplacar a ira da Turquia, Trump tem evitado dizer que o Genocídio Armênio foi genocídio. Israel, que todo ano acertadamente comemora o Holocausto, também tem evitado reconhecer o Genocídio Armênio, ainda que cristãos evangélicos estejam trabalhando muito para pressionar as nações a reconhecer o Holocausto. Tanto os EUA quanto Israel não reconhecem o Genocídio Armênio porque os muçulmanos turcos odeiam ouvir sobre seus crimes contra os cristãos.
Por essas razões óbvias, a Turquia representa preocupações para os cristãos, que olham também para fatos históricos com relação à violência da Turquia contra cristãos e judeus.
Hagia Sophia, a maior e mais antiga catedral cristã do mundo, foi conquistada pelos muçulmanos em 1453 em Constantinopla, o nome cristão da atual cidade islâmica de Istambul, Turquia. Uma civilização cristã foi destruída por invasores islâmicos que transformaram a terra cristã — a terra das sete igrejas do Apocalipse — na Turquia.
Não só uma terra tradicionalmente cristã foi conquistada, mas também a terra de Israel.
De 1517 a 1917, a Turquia — que era então o Império Otomano — conquistou e possuiu a Terra Prometida. Isto é, durante quatro séculos a terra de Israel esteve sob controle islâmico. Então quando a Bíblia fala de Gogue e Magogue vindo do Norte e conquistando Israel, isso era a Turquia, que está no Norte de Israel, e possuiu a terra de Israel por séculos.
Aliás, acadêmicos judeus e cristãos apontaram para a Turquia como Gogue e Magogue, conforme o escritor evangélico Joel Richardson mostrou:
Hipólito de Roma (170–235), um teólogo cristão primitivo, em suas crônicas, conectou Magogue com os gálatas na Ásia Menor, ou Turquia moderna.
Moisés Ben Maimônides (também conhecido como Rambam) (1135–1204), o reverenciado mito judeu, em Hichot Terumot, identificava Magogue como estando na fronteira da Síria e moderna Turquia.
Nicolau de Lira (1270–1349), um estudioso hebreu e renomado exegeta bíblico, cria que Gogue era outro título do Anticristo. Lira também afirmou que a religião dos “turcos,” um termo usado para se referir aos muçulmanos em geral, era a religião do Anticristo.
Martinho Lutero (1483–1546) compreendia que Gogue era uma referência aos turcos, os quais Deus havia enviado como flagelo para castigar os cristãos.
Sir Walter Raleigh (1554–1618), em sua História do Mundo, também colocava Magogue na Ásia Menor, ou Turquia moderna.
John Wesley (1703–1755), em suas Notas Explicativas sobre Ezequiel 38 e 39, identificava as hordas de Gogue e Magogue com “as forças do Anticristo” que viriam da região da moderna Turquia.
Jonathan Edwards (1703–1758), um dos mais renomados teólogos da história americana, também via a Turquia moderna como a nação que traria a invasão de Gogue e Magogue.
Os neocons têm suas razões geopolíticas para tratar a Rússia, não as ditaduras islâmicas da Turquia e Arábia Saudita, como o inimigo número 1. Mas por que Joel Rosenberg escolheu interpretar as profecias bíblicas de um jeito que se encaixa na geopolítica neocon? Por que ele recebeu assistência fundamental do neocon Lindsey Graham para produzir um livro contra a Rússia?
Por que os Estados Unidos alistaram o verdadeiro Gogue e Magogue — que trata um pastor evangélico e Israel como “terroristas” e que matou 1,5 milhão de cristãos armênios — como membro da OTAN e seu aliado? Para vir do Norte e conquistar Israel de novo? Para vir do Norte e conquistar cristãos e tratá-los como “terroristas” de novo? Para matar cristãos, como no Genocídio Armênio e na Síria por meio de grupos terroristas islâmicos?
A Turquia tem um perfil profético que não só se encaixa em Gogue e Magogue, mas também como uma grande ameaça aos cristãos e Israel nos últimos dias.
Minha pergunta é: Por que os evangélicos americanos estão deixando neocons protestantes como Rosenberg guiá-los no plano geopolítico e belicista maior de neocons não-cristãos?
Todos os neocons, inclusive Rosenberg, achavam em 2016 que Trump seria catastrófico. É claro que ele seria catastrófico: só para os neocons e suas ambições belicistas e profecias bíblicas manipuladas.
Os EUA precisam desesperadamente de um presidente catastrófico para os neocons.
Com informações do WorldNetDaily.
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23 de abril de 2018

“Liberdade de expressão,” o supremo falso evangelho nos EUA


“Liberdade de expressão,” o supremo falso evangelho nos EUA

Julio Severo
O evangelho da “liberdade de expressão” é o grande astro em “Persecuted” (Perseguição), um filme conservador que destaca John Luther (cuja tradução é “João Lutero”), um televangelista que adora a liberdade de expressão, a Bíblia, o Evangelho… e o rosário!
John Luther
Em seus momentos mais atribulados, Luther reza com o rosário nas mãos.
A cultura gospel de liberdade de expressão produziu um televangelista católico-evangélico híbrido que defende nos Estados Unidos um conservadorismo não centrado no Evangelho, mas na liberdade de expressão. O filme reflete apenas a realidade: Por amor ao conservadorismo, os evangélicos na nação mais protestante do mundo estão sendo catolizados ao colocar ênfase em questões morais e boas obras, não no Evangelho e a salvação que Jesus Cristo oferece gratuitamente pela fé. A liberdade de expressão e um conservadorismo de boas obras estão tomando precedência sobre o Evangelho.
Ainda que a unidade conservadora, como proposta pelo filme e abundantemente mostrada na vida real, não esteja “evangelicalizando” católicos e nem mesmo produzindo católicos híbridos, o reverso está acontecendo. Enquanto os católicos não estão perdendo sua identidade católica, os evangélicos estão perdendo a deles.
Esse conservadorismo evangélico híbrido acabará se expandindo para abranger não só católicos conservadores, mas também mórmons conservadores, muçulmanos conservadores, etc. Assim, os evangélicos esquecerão sua missão principal e que almas, conservadoras ou não, estão se perdendo eternamente.
“Perseguição” é uma evidência triste da decadência evangélica americana por causa do “conservadorismo.”
A feminista pró-aborto Dorri Olds disse que “Perseguição” foi “feito em grande parte por gente que na vida real é conservadora.” Olds, que assistiu à pré-estreia, acrescenta que “foi pura propaganda da direita cristã” e que é “Um Filme Somente para Conservadores Cristãos.”
Ela escreveu sobre suas conversas com atores e produtores de “Perseguição.” Para assistir ao trailer, use este link: https://youtu.be/vurFMz8bfNY

“Boa parte de nossa cultura está erodindo,” o ator e produtor James R. Higgins disse para ela. “Não há tantos cristãos reais como costumava haver.”
Olds perguntou: “O que é um cristão real?”
Higgins respondeu: “Alguém que defenderá aquilo em que crê e não retrocederá.” Ele louvou o personagem Luther, dizendo: “Toda vez que as pessoas estão dispostas a morrer pela sua causa, eu acho que isso é realmente especial.” Conforme registrado no TheBlot, Olds acrescentou: “Sim, é isso mesmo. Vamos todos nos tornar homens-bombas!”
Ela também comentou: “Quando Higgins expressou como é importante proteger nosso direito à liberdade, perguntei se ele achava que as mulheres deveriam ter a liberdade de fazer aborto. Ele disse: ‘Ai, meu Deus. Essa é uma pergunta difícil. Isso é o que chamo de questão social.’”
Defender a liberdade e a liberdade de expressão numa sociedade cristã, como aconteceu nos EUA 200 anos atrás, produz liberdade. Em contraste, defender a liberdade e a liberdade de expressão numa nação moralmente decadente hoje produz liberdade para o aborto, sodomia e outros males.
Na definição de Higgins, conforme escreveu Olds, até os muçulmanos radicais podem ser “cristãos reais.” Mas será que tal definição é correta?
Se a feminista Olds tivesse me perguntado “O que é um cristão real?” eu teria respondido: “Um cristão real é um homem que conhece e segue Jesus Cristo. Sua paixão é pregar o Evangelho a toda criatura para lhes dar uma oportunidade de conhecerem que Jesus pode resgatar e salvar suas almas eternas do inferno eterno.”
Pregue liberdade de expressão para feministas como Olds, e elas a usarão para o aborto. Pregue o Evangelho para elas, e elas poderão ser libertas de seus pecados, inclusive do ativismo pró-aborto.
Pregar o Evangelho real, independente da liberdade de expressão, produz liberdade, aqui e para sempre.
O poder de Jesus e seu Evangelho nunca dependeram da liberdade de expressão nem de movimentos políticos de esquerda e direita.
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22 de abril de 2018

Record é condenada a exibir programas de bruxaria em horário nobre


Record é condenada a exibir programas de bruxaria em horário nobre

Julio Severo
Depois de 14 anos de batalha judicial, a Rede Record de Televisão perdeu um recurso na Justiça Federal de São Paulo e será obrigada a exibir 16 programas na TV em horário nobre feitos por entidade ligada ao candomblé e outras religiões afro-brasileiras. O juiz determinou que os programas serão veiculados durante 16 dias seguidos no horário nobre com três chamadas diárias. A gravação dos programas deverá ser feita nos estúdios na própria Record em São Paulo.
O processo movido pelo Ministério Público Federal atendeu a uma ação de 2004 da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, juntamente com o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT) e pelo Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro Brasileira (Intercab), que alegaram que as religiões afro-brasileiras “vêm sofrendo constantes agressões” em programas veiculados na Record, citando ofensas veiculadas no programa “Mistérios”, no quadro “Sessão de descarrego” e ainda no livro “Orixás, Caboclos e Guias, Deuses ou Demônios,” de Edir Macedo. Citaram também que a Constituição Federal proíbe o que chamaram de “demonização” de religiões por adeptos de outras crenças.
Embora a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que é dona da Record, tenha práticas ofensivas às outras igrejas evangélicas, pastores de outras denominações não têm processado a Record por “agressões.” Por exemplo, Macedo, que é o poderoso chefão da IURD, tem defendido descaradamente o aborto e dito que filhos são como ratos. Tais ideias são agressões violentas aos ensinos da Bíblia, que defende a vida e a família.
Se eu, como evangélico pró-vida, fosse seguir o exemplo dos pais-de-santo melindrados e ofendidos, eu entraria com um processo contra Macedo e IURD por suas agressões à concepção bíblica de vida e família. Essas agressões são constantes e sistemáticas, com a obsessão de Macedo propagar um falso “evangelho” de planejamento familiar que é essencialmente anti-bebês e anti-família.
Não apoio a IURD e seu “evangelho” pró-aborto.
Outras agressões da IURD miram cristãos pentecostais, renovados e neopentecostais que acreditam em profecias, revelações e outros dons sobrenaturais. Macedo crê e ensina que tais experiências não são para hoje, tachando-as de demoníacas. Sua visão cessacionista, que diz que não existe hoje nenhuma revelação fora da Bíblia, é semelhante às teologias cessacionistas de certas minorias igualmente extremistas entre evangélicos.
Os cristãos que acreditam e têm experiências de profecias e revelações deveriam processar a IURD por sua demonização desses dons e dos que os possuem hoje?
A IURD foi também uma das primeiras igrejas do Brasil a demonizar experiências como cair no Espírito, demonizando, por exemplo, a Vineyard Church (Igreja da Vinha) nos EUA desde a década de 1990 em seus programas. As igrejas demonizadas deveriam processar a IURD?
Nunca me passou pela cabeça processar a IURD por suas opiniões bizarras sobre aborto, planejamento familiar, filhos, profecias, revelações e cair no Espírito. Há uma liberdade de expressão que precisa ser respeitada.
Com relação às ultra-sensibilidades de adeptos do candomblé, o que eles julgam “agressões” estão presentes em grande parte dos Evangelhos como expulsões de demônios. Jesus passava grande parte de seu tempo pregando o Evangelho, curando os enfermos e expulsando demônios.
Pode-se questionar o modo como a IURD aplica expulsões ou até mesmo se são reais, mas nunca as expulsões bíblicas em si. Além disso, denúncia de bruxaria sempre foi parte do Cristianismo. A Bíblia possui várias orientações contra práticas ocultistas que são plenamente aceitas pelo candomblé e outras religiões.
Quando religiões adeptas de práticas de bruxaria precisam da força do Estado para coibir opiniões contrárias a essas práticas, o resultado é fascismo, nazismo e comunismo. É simplesmente ditadura.
Oponho-me a muitas ideias e práticas da IURD, mas não preciso do Estado para coibir a IURD. Minha oposição se reflete em meus argumentos e artigos. Se o candomblé precisa do Estado para coibir discordantes, é prova de que não possui argumentos bons e convincentes para defender suas práticas.
Se quiserem processar a IURD por defesa do aborto, há respaldo jurídico, pois a defesa do aborto é defesa de assassinato de bebês. Podem também processar a IURD por suas maracutaias financeiras com a Record. Mas processar por condenações de práticas de bruxaria sendo que a fonte de toda condenação à bruxaria é a própria Bíblia? O que as religiões afro-brasileiras vão fascistamente exigir em seguida? Proibição da Bíblia?
Se todos seguirem a reação melindrada e perturbada dos adeptos do candomblé, processos choverão de todos os lados contra tudo e contra todos. No final, vencerá quem tem mais proteção estatal. Isso é fascismo. Proteção estatal à bruxaria é puro fascismo.
Hoje, coíbem a IURD pró-aborto. Mas amanhã os adeptos do candomblé poderão se utilizar do mesmo fascismo para coibir igrejas pró-vida.
Com informações de CongressoEmFoco.
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